O homem da moeda de prata
Na segunda-feira, fui para Santo Amaro, por causa do frela que faço. Peguei um ônibus e na Avenida 9 de julho subiu um cara. Ele passou o bilhete único na catraca e não tinha crédito. Então, ele começou a falar:
_ Acabou o crédito, então, vou dar 2 reais para o cobrador. Ele vai me devolver 30 centavos e vai validar o meu cartão. Terei duas horas para usá-lo ainda.
Tudo aconteceu como ele previu, a não ser... O cobrador devolveu os 30 centavos, mas em moedas douradas. E o cara é maníaco: só gosta de moedas de prata de 1994. Ele virou para o cobrador e disse:
_ Vc não tem 3 moedas de prata?
_ Não só tenho essas mesmo.
_ Nem uma de 25 e outra de 5 centavos de prata.
_ Não tenho.
_ Eu só gosto de moedas de prata do ano de 1994. Também, só gosto de notas de 1 real (especificou o tipo, grifo meu). Não gosto de nota de 5, nem de 2, nem de 10 ...
_ Mas eu não tenho mesmo. Tenho uma de prata de 1995, serve?
_ De 95 não serve, tem que ser de 94. Hoje, eu fui almoçar fora e paguei direitinho a moça do restaurante. Na hora dela me devolver o troco, eu fiz ela procurar moedas de prata de 1994. No ônibus que eu pego de manhã o cobrador já me conhece e quando ele me vê, ele diz: Lá vem o homem da prata. É eu só gosto de moeda de prata do ano de 1994. Se até eu descer vc receber moedas de prata de 94, vc troca pra mim, senão paciência. Troco no outro ônibus.
Cada louco com a sua mania, mas definitivamente a minha não é moeda de prata de 1994. Será que ele escolheu esse ano aleatoriamente, ou tem a ver com o início da circulação do real no Brasil? Como uma boa jornalista (e curiosa) deveria ter perguntado. Mas preferi não puxar assunto.
Na segunda-feira, fui para Santo Amaro, por causa do frela que faço. Peguei um ônibus e na Avenida 9 de julho subiu um cara. Ele passou o bilhete único na catraca e não tinha crédito. Então, ele começou a falar:
_ Acabou o crédito, então, vou dar 2 reais para o cobrador. Ele vai me devolver 30 centavos e vai validar o meu cartão. Terei duas horas para usá-lo ainda.
Tudo aconteceu como ele previu, a não ser... O cobrador devolveu os 30 centavos, mas em moedas douradas. E o cara é maníaco: só gosta de moedas de prata de 1994. Ele virou para o cobrador e disse:
_ Vc não tem 3 moedas de prata?
_ Não só tenho essas mesmo.
_ Nem uma de 25 e outra de 5 centavos de prata.
_ Não tenho.
_ Eu só gosto de moedas de prata do ano de 1994. Também, só gosto de notas de 1 real (especificou o tipo, grifo meu). Não gosto de nota de 5, nem de 2, nem de 10 ...
_ Mas eu não tenho mesmo. Tenho uma de prata de 1995, serve?
_ De 95 não serve, tem que ser de 94. Hoje, eu fui almoçar fora e paguei direitinho a moça do restaurante. Na hora dela me devolver o troco, eu fiz ela procurar moedas de prata de 1994. No ônibus que eu pego de manhã o cobrador já me conhece e quando ele me vê, ele diz: Lá vem o homem da prata. É eu só gosto de moeda de prata do ano de 1994. Se até eu descer vc receber moedas de prata de 94, vc troca pra mim, senão paciência. Troco no outro ônibus.
Cada louco com a sua mania, mas definitivamente a minha não é moeda de prata de 1994. Será que ele escolheu esse ano aleatoriamente, ou tem a ver com o início da circulação do real no Brasil? Como uma boa jornalista (e curiosa) deveria ter perguntado. Mas preferi não puxar assunto.
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